Corroborando com minha tese de que os grandes poetas e escritores do Brasil estão nas ruas e não nas livrarias, repasso aqui alguns diálogos pescados enquanto eu andava pelo calçadão do Rio de Janeiro. Pérola. Coisa fina. Biscoito doce. No mínimo poderiam virar diálogos do Cidade de Deus.
Andando na beira do mar, um moleque de uns oito anos arrasta seu irmão (de uns cinco) pelo braço. Ao encontrar a mãe no meio dos guarda-sóis, joga o irmão em sua direção e fala: "Aê mãe! Ó onde é que tava o fia da puta!"
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Dois mancebos conversando no calçadão. Um indo, outro vindo.
Mancebo 1: "Coé leque! Tu vai lá que horas?"
Mancebo 2: "Às 10!"
Mancebo 1: "Ih, tá de sacanagem?! Vai ficar tarde".
Mancebo 2: "Preciso fazer umas barra antes".
Mancebo 1: "Coé neguinho, tá maluco?! Pra quê?"
Mancebo 1: "Pra dá logo aquela inchada!"
Mancebo 2: “Iiih...Vai chegar lá logo que como? Chegano, né!”
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Um cara (meio pit boy, meio Clovis Bornay) anda pelo calçadão puto da vida. Bravo. Nervosão mesmo. Soltando os cachorros para alguém que vinha logo atrás: "Ih maluco! Tá de sacanagem! Ah…Tá de sacanagem, maluco! Ô maluco, tu tá de sacanagem". Foi quando eu virei para tás e vi que o maluco, no caso, era a mulher e a sogra dele.
Back. Com a fundamental ajuda de Fernando Martins.
segunda-feira, 4 de janeiro de 2010
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1 comentários:
Ele voltou, ele voltooooou!
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